Melancia

 

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Claire era uma mulher de 29 anos que podia dizer que tinha uma vida perfeita. Um casamento feliz, um marido sempre presente e um bebé a caminho. No dia em que a pequena Kate nasce, James (o marido de Claire) chega ao hospital e larga a bomba que vai virar a vida dela de pernas para o ar. James está a ter um caso com Denise, a vizinha, e quer o divórcio. As semanas seguintes são um autêntico nevoeiro na cabeça de Claire. A dor da rejeição deixa-a atordoada, apática, incapaz de ser uma mãe funcional para a bebé Kate. De volta a Dublin, Claire aprende a descobrir forças onde não sabia que as podia ir buscar e também que criar uma criança sem a presença do pai não é o fim do mundo.

Comecei a ler este livro em Agosto porque não estava com muita cabeça para livros demasiado complexos. Queria algo mais leve, que desse para me rir um bocado. Então lembrei-me das recomendações da Jessica Asato, “fã de carteirinha” da Marian Keyes. Foi mesmo a tradução brasileira que li, numa versão em e-book. A escrita da autora é muito intuitiva, diria mesmo impulsiva. O discurso é apresentado praticamente todo ao sabor dos pensamentos de Claire. Isso acaba por ajudar bastante a que a imagem com que ficamos dela não seja de uma mártir a quem tudo acontece, mas antes uma vítima das circunstâncias. Ela apenas teve o azar de estar casada com um homem que não soube manter as calças no sítio. Ter lido a tradução brasileira teve os seus prós e contras. Se, por um lado, os momentos de pensamentos de Claire brindavam os leitores com expressões deliciosas, por outro lado, e claro que esta é a minha opinião, os momentos de diálogo ficavam com um tom um bocado cerimonioso. Mas isso, atenção, pode ser apenas problema meu e da percepção com que eu fiquei da escrita. Mas de uma maneira geral, ri-me bastante com a história e esse era mesmo a intenção que eu queria.

Classificação: 4/5

Meu Deus! Eu detestava aquela história de ser adulta. Detestava tomar decisões quando não sabia o que haveria escondido por trás da situação. Desejava um mundo onde as coisas boas e más tivessem rótulos claros. Onde música sinistra começasse a tocar no instante em que o vilão aparecesse na tela de modo a não se poder confundi-lo com o mocinho.”

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