Booking Through Thursday – Inimizade

Booking Through Thursday - Apropriado/Inapropriado para a idadeHá algum livro ou autor que odeies? É por causa da escrita, do enredo, da personalidade do autor? Achas que voltarás a ler livros dessa pessoa?

Ora bem… Tenho os meus ódios de estimação.

Não consigo encaixar o estilo de escrita de José Saramago e confesso que não quero fazer o esforço para o fazer.

Não consigo seguir o estilo de escrita de António Lobo Antunes e desprezo-o como pessoa.

A escrita de Lídia Jorge também não faz “Plim!” na minha cabeça. Continuo sem a entender.

“Aparição” de Virgílio Ferreira é daqueles livros que não quero ver à frente nem pintado de ouro. Traumatizou-me.

2 pensamentos sobre “Booking Through Thursday – Inimizade

  1. Olá, Isabel.
    Começo com um “seja bem aparecida” e agora entro no tema que propõe.
    Com toda a sinceridade não cultivo ódios de estimação sobre qualquer escritor. O mesmo acontece com as suas escritas. E ao referir-me a ódios, traduza, por favor, não gostar nem muito nem pouco do que escrevem.
    Em termos concretos não gosto de uma, ou mesmo duas mãos bem cheias de celebérrimos autores estrangeiros, entre eles Philip Roth, Paulo Coelho, as “prendadas” Modignani e Danielle Steel e mais um sem número de autores que vendem, vendem, vendem e não passam de sensaborões, medíocres escritores que não conseguem convencer-me, nem prender-me às suas infantis narrativas. Infantis, repito. Gosto de Hemingway, Graham Greene, John Le Carré, gosto do popularíssimo Erico Veríssimo, do Jorge Amado, de Luís Sepúlveda, admiro Mia Couto, fico encantado com a escrita da mexicana Angeles Mastretta, (leiam Mal de Amores). E quanto a estrangeiros fico-me por aqui, seria fastidioso continuar porque tenho uma lista enorme de gosto/não gosto e ninguém estaria disposto a ler esse enorme rol.
    Quanto aos portugueses, gosto de Eça, Camilo, Aquilino, Agustina, Migueis, Júlio Dinis, Torga, Manuel da Fonseca. Serão estes os nomes mais sonantes e sempre lidos com gosto, alguns títulos relidos com imenso gosto. Quanto a Saramago, li apenas O Ano da Morte de Ricardo Reis, Levantados do Chão e Claraboia. Mas acho que não me apetece ler mais qualquer outro título deste autor, não simpatizo com os temas. É assim que penso, por enquanto. Sobre Lobo Antunes já tenho outra opinião, gostei da Explicação dos Pássaros e dos Cus de Judas, este último transporta-me, sempre que o folheio para reler algumas páginas, ao inferno de Angola, da guerra colonial que conheci de perto e me ficou gravada no corpo e no cérebro como uma qualquer profunda tatuagem. Lobo Antunes merece todo o meu respeito, foi um dos meus “companheiros de picada”…
    Quanto aos títulos, aqueles onde recorro várias vezes, poderei dizer que A Família Inglesa, do Júlio Dinis, me apazigua e A Capital, do Eça, me transporta ao século XIX, bastante mais que os Maias. Mas gosto de ler portugueses, ou escritores de língua portuguesa, como sendo Jorge Amado, Veríssimo ou Mia Couto. Também leio com gosto o chileno Luís Sepúveda. Sobre os títulos e temas dos autores que acabo de referir, qualquer um me entusiasma, ainda que coloque algumas reservas neste ou naquele… como não podia deixar de ser.
    E fico-me por aqui, Isabel.
    Um abraço do Armando Sousa

    • Enche-me o coração saber que tenho o Armando como fiel leitor deste singelo blog, por mais tempo que ele passe parado. Agradeço-lhe a presença e palavras sábias constantes.
      Acompanho-o no gosto por autores que refere como Mia Couto, Luis Sepulveda, Jorge Amado,Miguel Torga, Júlio Dinis, etc.

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