O Turno da Noite Vol. III – O Livro de Jó

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** ATENÇÃO: Para quem não leu os livros anteriores, toda a opinião pode conter spoilers **

Com o revelar das intenções de Ignácio, começa a maior corrida contra-relógio que estes vampiros alguma vez possam se recordar. Ignácio e o seu grupo a que se juntou agora Raul querem destruir Aidara, a pequena bruxa com poderes para acordar Jó, e o próprio Jó, um vampiro tão antigo como os Sete do Rio D’ouro e que encerra em si os dons de todos eles. Patrícia, Bruno e Alexandre, os 3 desertores do Turno da Noite, têm que proteger a pequena bruxa e impedir que alguma coisa lhe aconteça. Brites e o seu Serviço de Contenção usam todos os recursos que têm em mãos para controlar a propagação do vampirismo no Brasil. Tobia e Dimitri continuam na sua missão original, destruir todo e qualquer vampiro. Uma corrida que termina com um reino místico onde ofensas às criaturas da vida escura serão punidas em igual medida.

Todos os leitores conhecem esta sensação agridoce de terminar uma série literária de que se gostou muito. A de dizer adeus a personagens por quem se torceu, a de vibrar quando as personagens de quem não gostamos se dão mal, a de ver as histórias que acompanhamos durante horas e horas de leituras terminarem embrulhadas num belo lacinho colorido. Para mim, o Turno da Noite é um desses casos. Torci para que Tiago e Eliana nunca fossem apanhados e vivessem o seu romance da vida maldita em paz, torci para que os filhos de Sétimo mais justiceiros pudessem continuar a sua missão do bem, torci para que Ignácio se desse muito mal e que Brites levasse a lição da vida dele e que deixasse de existir um Tobia a atazanar as gerações de vampiros. Vianco deu-me isso tudo. Deu-me também um enredo cheio de acção e de momentos mágicos. Um enredo que, apesar de ter vários planos narrativos misturados em muitos dos capítulos, é fácil de seguir. Só não entendi o destino que ele deu a Dimitri. Uma vez que Jó dizia que os humanossão donos de uma curiosidade sem fim, será esta uma maneira de dizer que pelo menos têm um humano curioso conhecido na cola deles? Uma coisa é certa, vou sentir falta destes vampiros brigões, de pavio curto e resposta pronta na ponta da língua.

Classificação: 5/5

Ah! Ah! Ah! Se conheci? Morei na Vila Castelo D’ouro, bom rapaz.
Fui também um daqueles que os demônios tomaram a alma da noite para o dia e experimentei a transição para a vida maldita da pior forma. Eu era um dos camponeses que serviam ao Senhor Guilherme. Vi Sétimo crescer, de meninote a rapaz, de tamanho, e também em violência. Li os livros que Miguel guardava com tanto prazer. Fui bom amigo dos amaldiçoados do Rio D’ouro e juntos vivemos muitas histórias. Não fosse a verdadeira amizade e o zelo fraternal que de um modo ou outro une os da nossa raça, com pouquíssimas exceções, não estaria aqui, na sua frente, gastando saliva.

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