Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei

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Pilar, uma jovem mulher de Zaragoza, prepara tudo na sua vida para “ser montanha”. Estudou, procura um emprego e um marido para constituir a sua família. Quando um amigo de infância a contacta, Pilar está longe de imaginar no que ele se tinha tornado. O seu antigo companheiro de brincadeira nos largos das ermidas da aldeia de Soria era agora um influente líder carismático que tinha um dom. Numa viagem a dois que os leva desde Madrid até Lourdes, em França, descobrem-se sentimentos encobertos e vidas espirituais que se achavam perdidas ou esquecidas. Esta é, ao mesmo tempo, uma celebração das inúmeras possibilidades que a vida coloca diante de nós e uma fábula sobre os milagres que podem acontecer se formos capazes de os aceitar sem reservas.

Sabem aqueles livros que emprestamos a alguém e depois nunca mais lhe encontramos o rasto? A versão física deste livro foi um desses casos. Quando encontrei a sua versão e-book na Internet decidi fazer download para recordar um livro que já fez parte da minha biblioteca pessoal há muitos anos. Foi uma boa ideia? Digamos que serviu bem o propósito de distrair a mente em momentos parados e que não apetece pensar muito. Apesar de ser um enredo muito voltado para a religião este não tem densidade nenhuma. É apenas um homem e uma mulher que se voltam a apaixonar depois de muitos anos e essa mesma mulher recupera a sua fé. Ponto final. Das duas personagens também há pouco a dizer. Do seminarista não sabemos sequer o nome, dos dois não temos uma única descrição física. Acredito piamente que este livro possa falar ao coração de quem procura uma resposta. Ao meu, sinceramente, não disse grande coisa.

Classificação: 2/5

A felicidade às vezes é uma bênção – mas geralmente é uma conquista. O instante mágico do dia nos ajuda a mudar, nos faz ir em busca de nossos sonhos. Vamos sofrer, vamos ter momentos difíceis, vamos enfrentar muitas desilusões – mas tudo é passageiro, e não deixa marcas. E, no futuro, podemos olhar para trás com orgulho e fé.

4 pensamentos sobre “Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei

  1. Paulo Coelho pode ser muita coisa na Academia de Letras mas eu nunca me interessei em seus livros. Sempre senti essa pegada de auto-ajuda e conselhos que às vezes me parecem um pé no saco! Acho que por enquanto estou fazendo muito bem em não dedicar alguns dias à ele!

    OBS: Tem uma menina que trabalha comigo na segunda e quarta no FLEX (sala de inglês) que é portuguesa e tem esse sotaque mara!! Sempre me vem você à mente!

    • Nem chegam a ser dias, são horas de tão vazios que são os enredos. Mas enquanto a gente lê aquilo se distrai e não pensa no resto.
      Essa menina é que foi inteligente. Saiu deste poço sem fundo à vista que é Portugal. Mas obrigada por se lembrar de mim através dela ❤
      Boas leituras flor!

  2. Parabéns por esta opinião, bastante concisa e assertiva. Li este livro creio que há uns 15 anos, nessa altura havia um boom e uma “Paulo Coelho Mania” (eu não fui excepção) Creio que na altura li tudo o que havia para ler deste autor. 😀
    De facto este livrinho, não me deixou grandes recordações.
    no entanto destaco “O Alquimista” Verónica decide Morrer” e “O Monte cinco” livros de gostei bastante.

    • Em termos de enredos, Paulo Coelho acaba por não ter nada de novo para oferecer. O que é certo é que muitos excertos dos seus livros ficam gravados na nossa mente como se tivesse super cola 3, aqueles que inevitavelmente acabam por dizer a ti próprio “Eu não teria dito melhor” quando as estás a ler.

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