Harry Potter e os Talismãs da Morte

JK Rowling7

** ATENÇÃO: Para quem não leu os livros anteriores, toda a opinião pode conter spoilers**

Com Dumbledore morto, a ideia de voltar para Hogwarts e terminar os seus estudos mágicos torna-se a última prioridade de Harry. Acompanhado pelos sempre fieis amigos Ron e Hermione, os três partem em busca dos restantes Horcruxes para os destruir e assim eliminar de vez Lord Voldemort, o Senhor das Trevas. Mas como já bem sido hábito na vida de Harry, a tarefa não vai ser fácil. Com a chegada da maioridade, que na comunidade mágica dá-se aos 17 anos, quebra-se a protecção que ia mantendo Harry a salvo, deixando o nosso jovem feiticeiro exposto a todas as investidas para o matar e cumprir assim a tão famosa Profecia. Um ano em que os Talismãs da Morte deixaram de ser uma mera referência aos Contos de Beedle, o Bardo.

É numa aura muito negra mas ao mesmo tempo carregada da moralidade dos contos de fadas que termina uma das sagas mais famosas da literatura. Como já era de esperar, o Bem triunfou sobre o Mal e Lord Voldemort foi desta para melhor. Mas não sem antes dar muito que fazer a toda a gente, tornando o enredo do livro muito activo e cheio de elementos de acção. Com o avançar da trama não pude deixar de fazer uma comparação mental com o último espisódio da série Six Feet Under (Sete Palmos de Terra), onde os personagens relevantes ao enredo iam morrendo um a um. Como ponto negativo tenho só a apontar alguns pequenos problemas de tradução que, comparado com livros anteriores, não fazem grande mossa como é o caso da utilização da expressão Quem perdeu foi ao ar. Creio que estavam a tentar disse Quem foi ao ar, perdeu o lugar. Em jeito de conclusão, percebo agora o lugar de carinho que o jovem Harry Potter ocupa no coração de muitos leitores. Foi uma maratona longa, com mais altos que baixos e que deixará a sua marca, tal como todos os outros livros que li até hoje.

Classificação: 4/5

Finalmente, a verdade. Caído com o rosto encostado à carpete empoeirada do gabinete onde outrora pensara estar a aprender os segredos da vitória, Harry compreendeu por fim que não iria sobreviver. A sua função era encaminhar-se calmamente para a Morte que o esperava de braços abertos. No caminho, teria de ir destruindo as coisas que ainda prendiam Voldemort à vida, para que, quando finalmente se atravessasse à frente dele, sem nunca levantar a varinha para se defender, o fim fosse fácil, e o trabalho que deveria ter feito em Godric’s Hollow pudesse finalmente ser terminado: nenhum deles iria nem poderia sobreviver.

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