Harry Potter e a Ordem da Fénix

JK Rowling5
A cada ano que passa, os Verões em Privet Drive custam cada vez mais a passar para Harry. Em vésperas de começar o seu 5° ano escolar, os dias correm particularmente devagar. Hermione e Ron só escrevem banalidades nas suas cartas, os jornais pura e simplesmente ignoram o facto de Lord Voldemort ter se erguido do mundo dos mortos e até o primo se tornou um pequeno rufia. Num dia em que Harry saiu para arejar as ideias e aplacar a raiva, Dudley e ele foram atacados por Dementors, obrigando o jovem feiticeiro a fazer magia e arriscar a expulsão. Naquele que se avizinha ser mais um conturbado ano de aulas, velhas alianças como a Ordem da Fénix serão reforçadas e novas alianças como o ED- Exército de Dumbledore se irão formar.

Observando as opiniões sobre este livro no Goodreads, percebe-se que a maioria dos leitores achou este o livro mais difícil de ler da saga. Eu concordo e assino por baixo. Quando terminei a leitura o meu pensamento foi “Ufa! ‘Tava a ver que não!”. Foram vários os factores que me fizeram estar prestes a abandonar o livro em mais do que uma ocasião. O livro é demasiado longo e com muitos momentos parados. Menos 200 páginas e a mensagem do enredo seria entregue com a mesma eficácia. Algumas personagens foram estereotipadas até ao extremo. O conceito de adolescente revoltado, rebelde e com uma atitude ao estilo “Why does it always rain on me?” começa a cansar ao fim de algum tempo. O próprio Harry Potter, neste livro, está irritante até mais não, berrando o santo livro inteiro e sempre de estômago aos saltos. A nível de tradução vão aparecendo os habituais problemas relacionados com dualidade de critérios (Busca-Pé de repente passa a Cepatorta) e com pouca naturalidade na fluência do discurso (o uso da expressão “pôr as pintas nos ii’s” em vez de “pôr os pontos nos ii’s”, por exemplo). Só não abandonei o livro por dois motivos. O primeiro foi a curiosidade de saber onde ia parar um amor tão adolescente como o de Harry e Cho Chang. O outro foi a personagem Dolores Umbridge. Num dicionário ilustrado, a foto daquela mulher seria a descrição perfeita da palavra “megera”. Agora é só fazer figas para que o próximo livro seja bem mais tragável.

Classificação: 2/5

– Vocês não sabem como é! Vocês, nenhum de vocês, precisou alguma vez de o enfrentar, pois não? Pensam que é apenas decorar meia dúzia de feitiços e atirar-lhe como eles, como se estivéssemos na aula ou coisa assim? Durante todo o tempo, sabemos que não há nada entre nós e a morte, excepto o nosso… o nosso cérebro, ou coragem, ou seja lá o que for… como se conseguíssemos pensar com lógica, quando sabemos que estamos a um nano-segundo de ser assassinados, ou torturados, ou a ver os nossos amigos morrer… eles nunca nos ensinam isso nas aulas, como enfrentar coisas desse género, e vocês ficam aí sentados a agir como se eu fosse um rapazinho esperto por estar aqui vivo, como se o Diggory fosse estúpido, podia igualmente ter sido eu, teria sido eu, se o Voldemort não precisasse de mim…”

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