Os Três Mosqueteiros

Alexandre Dumas

Corria o ano de 1625, mais concretamente durante o reinado de Luis XIII, quando o nosso jovem herói, D’Artagnan, se muda de armas e bagagens para Paris. Consigo leva apenas um cavalo amarelo e 15 escudos dados pelo pai e um unguento para feridas dado pela mãe. O seu objectivo é fazer parte da guarda de mosqueteiros de Sua Majestade. Depressa trava conhecimento com os mosqueteiros mais famosos da guarda: Athos, Porthos e Aramis. Desde cedo se formam fortes laços de amizade entre os quatro que lhes garantem uma série de aventuras e peripécias. Tudo numa tentativa de manter a Família Real e todos os que a rodeiam em segurança face aos planos perversos de um Cardeal Richelieu sedento de poder.

Mesmo sabendo que este pequeno livro que tenho na estante há tanto tempo é uma adaptação juvenil e por isso mesmo não está completo, decidi mesmo assim lê-lo. Um clássico é sempre um clássico e merece tempo de antena, mesmo que lhe faltem pedaços. O que aqui encontramos é o típico romance de aventuras, cheio de jogos de bastidores habituais em ambientes palacianos. Tem a linguagem estilizada própria do tempo de damas, cavaleiros e cavalheiros que já se esperava. Isso para alguns leitores menos habituados pode ser um factor dissuador. A escrita tem um factor de mistério interessante, já que o autor vai enviando pistas veladas sobre a identidade de algumas personagens e já próximo do final é que revela todos os segredos. Claro que com o desenrolar da história senti que faltava ali alguma coisa e isso aguçou em mim a curiosidade. Quero ler a versão completa para perceber se quem adaptou a história retirou partes importantes ao entendimento da história ou se simplesmente cortou momentos considerados mais chatos, como longas descrições, por exemplo. Conclusão, foi uma leitura que me enriqueceu mas que deixou a pedir mais qualquer coisa.

Classificação: 3/5

Naquela época, a concepção de orgulho não estava ainda bem em moda. Um gentil-homem recebia na mão o dinheiro do rei e não se sentia nada humilhado por isso. Assim,  D’Artagnan meteu as quarenta pistolas no bolso sem fazer cerimónia, e pelo contrário, agradecei imenso a Sua Majestade.

 

7 pensamentos sobre “Os Três Mosqueteiros

  1. Bom dia, Isabel.
    Pela imagem de capa, este “3 mosqueteiros” que leu, parece-me ser uma versão juvenil e, pode ter razão, não tão completa quanto a original. A versão que possuo tem 265 páginas e quando li, ainda adolescente, e há pouquinho tempo, também, em releitura saudosista, não fiquei com a mesma sensação que diz ter sentido. Experimente, mais tarde, a escrita original, Dumas é dos poucos escritores desse tempo que merece uma revisita.
    Um abraço
    Armando Sousa

    • Eu já tenho o livro desde a adolescência mas só há bem pouco tempo é que soube que esta colecção da TVI são adaptações do original. Todos os títulos não estão, por isso, completos. Tenho que procurar a versão integral quando a Feira do Livro chegar a terras poveiras em Agosto.

      Obrigada pela visita!

  2. Também lá estarei, nessas terras poveiras, no mês de Agosto, a “vasculhar” alfarrabistas e outros stands. O Porto, ou melhor, o presidente da Câmara, decidiu-se pelos “carrinhos” em detrimento dos livros. Os “carrinhos” são a alegria do “senhor” presidente… as letras serão, digo eu, o seu incómodo. Mas nada me custa almoçar no Ramón, passear por Vila do Conde e vaguear, ao fim da tarde, pela Póvoa, relembrando adolescências…
    Um abraço amigo
    Armando Sousa

    • Pelo que vejo temos hábitos semelhantes, Armando. Também sou uma visitante assídua da banca do Alfarrabista João Soares. Comprei-lhe há alguns anos atrás vários exemplares da muito antiga colecção dos Livros RTP.
      Talvez um dia destes nos cruzemos por entre as caixas de livros sem darmos pela presença um do outro…

      Obrigada pela visita!

  3. Coincidência, Isabel, tenho nas mãos, para começar a ler, o número 35 dessa, que você rotula de muito antiga colecção do Livros RTP: Clarissa, do Erico Veríssimo.
    A conversa é como as cerejas. Por favor não me responda, desta vez, senão acabamos por falar do Messi ou do Robert Redford, tendo começado nos Três Mosqueteiros…
    Um abraço

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