Poemas Por Tudo e Por Nada

Casimiro Teixeira2O título diz tudo. Um poema pode ser escrito por algum motivo ou por motivo algum. Com um significado específico ou porque apenas bateu aquela vontade de escrever, de dizer algo. A escrita, essa pode ser uma faca de dois gumes. Ora um acto libertador, ora uma maldição.

Com este segundo livro de poesia que leio do Casimiro, confirmo que Vila do Conde continua a ser terra de bons poetas. Mais uma vez, aos olhos do leitor surgem poemas escritos ao sabor dos sentimentos sem uma razão aparente para serem escritos. O estilo de escrita também se mantém. Poemas de verso solto, sem um esquema de rimas ou de métrica definidos. Mantém-se também a referência constante ao mar, o mar confidente e relaxante da “nossa” Vila do Conde. Quanto a temas, são variados. Fala-se de saudade, de amor, de paixão, de desalento, de tristeza. Porque tudo e nada podem dar asas à poesia.

Classificação: 4/5

O Fim do Dia

Daqui a pouco acaba o dia,
não fiz nada.
Também, que coisa é que faria?
Fosse o que fosse, estaria errada.
Daqui a pouco a noite vem,
coitada, chega em vão.
Sem ti, a noite não é ninguém,
e tudo o resto é solidão.
Começa a noite já a acabar,
retorna o dia,
e nada farei, exceto te amar.
Também, outra coisa não podia!
Mas passa, esvai-se num ocre lunar,
e a noite volta em demasia.
Cansado do dia, suspiro em sonhar,
também, que coisa mais é que eu faria?

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