O Turno da Noite Vol. II – Revelações

André Vianco* ATENÇÃO: Para quem ainda não leu os livros anteriores, toda a opinião tem Spoilers *

Patrícia, Bruno, Alexandre e Raul, os quatro novatos do Turno da Noite da Agência Jugular, continuam na sua tarefa nocturna preferida: dar caça aos bandidos parasitas da sociedade. No entanto, a líder do grupo está de pé atrás. Alguém deu-lhe a entender que as intenções do velho Ignácio não eram aquelas que ele mostrava. O seu verdadeiro intento é preparar o grupo certo para sumir do mapa com Job, um vampiro tão antigo como ele e os Sete do rio D’Ouro. Em pano de fundo seguimos também as histórias de Caliope, também ela uma vampira centenária que cai nas garras do agora Capitão Brites e do seu Serviço de Contenção; e de Yuli, uma assustada vampira-lobo, filha de Leonardo.

Se eu disser que gosto muito das histórias de vampiros do André Vianco, estaria a repetir-me pela quarta ou quinta vez. Mas tenho razões para isso. O autor sabe cativar a audiência! Mas indo por partes. Tal como se estava à espera, este livro tem muito mais acção que o livro anterior, Os Filhos de Sétimo. As introduções estão feitas, as ligações estão explicadas, agora é só deixar a história correr. Em termos de estrutura, no início temos planos de narrativa bem definidos. Cada capítulo representa um só plano, ou os vampiros do Turno da Noite ou o Exército à caça de outros vampiros ou “infectos”. Infelizmente, de meio para o fim os planos de narrativa começam a misturar-se uns com os outros dentro dos próprios capítulos e isso pode trazer alguma confusão ao seguimento da leitura. No que toca a intensidade de escrita, o autor faz uma gestão equilibrada entre acção e “tempos mortos”, sendo que por “tempos mortos” entenda-se a história da vampira Caliope. Apesar de certas personagens terem breves passagens pelo enredo como o Tiago e a Eliana (dois dos filhos originais dos Sete), o Professor Delvechio, Tobia e Dimitri (os dois caçadores de vampiros) ou Samuel e Gregório (o anjo e o vampiro que vêm de um livro anterior, O Senhor da Chuva), foi agradável reencontra-los. Ficou no ar a ideia que terão um papel bem mais activo no livro final da trilogia. Concluindo, apesar de ser um livro algo rápido é uma boa rampa de lançamento para o desfecho final, em O Livro de Jó.

Classificação: 4/5

” Brites foi assaltado por uma atração crescente por aquela figura, mas seus instintos lutavam contra esse sentimento, posto que a cativa era nada mais nada menos que uma vampira. Se fosse verdade, era inegável que estava diante de uma peça viva da História. Se fosse verdade. Vampiros eram monstros feitos para mentir e iludir, para enredar-nos em teias e sentimentos e quando menos esperássemos, lá estavam eles, cravando dentes em nossas veias, drenando de nossos corpos nossas vidas e vontades. Brites poderia até engolir aquele papo no final, mas aquela vampira tinha de ser posta à toda sorte de provas.”

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