The Adventures of Tom Sawyer

Estamos nos Estados Unidos da América, mais precisamente em pleno séc. XIX. A pequena cidade de St. Petersburg (estado do Missouri), marginal ao imenso Mississippi, era a casa de um temível pirata, o Vingador Negro do Mar das Antilhas. Para a Tia Polly, este intrépido marinheiro não passava do seu sobrinho, Tom Sawyer. Um menino rebelde, irrequieto, que odiava rotinas e que inventava mil e um artifícios para fugir às suas tarefas. à escola e até à catequese. Para horror da sua tia e de todas as mães respeitáveis da cidade, o seu melhor amigo era Huckleberry Finn. Um relato sobre a magia, a liberdade e a inocência de ser criança.

Tom Sawyer é uma personagem conhecida de todos e que me é muito querida, em particular. Adorava ver os desenhos animados (aquele menino descalço, de chapéu de palha e cabelos ruivos fica na memória) e fui contemplada com essa alcunha no ano de praxe, na Universidade. Pegar nesta obra, no seu idioma original, foi um belo desafio. Confesso que foi complicado engrenar de uma maneira regular no ritmo de leitura. Isso deve-se à escrita muito peculiar apresentada neste livro. Mark Twain traz para a escrita marcas da oralidade, não só as típicas daquela região norte-americana, como também das que se podem encontrar numa população analfabeta. Por essa razão, em alguns momentos, perdi algum tempo a tentar quase adivinhar qual a palavra em questão. Mas, como diz o ditado, primeiro estranha-se e depois entranha-se. Quando a leitura começou a fluir finalmente, encontrei a magia de que falo anteriormente. As várias peripécias fazem-nos rir, os esquemas para fugir às tarefas dão-nos vontade de pregar um raspanete no pequeno Tom. Foi com um sorriso no rosto que encontrei, a páginas tantas, o equivalente em inglês para a cantilena “Joaninha, voa voa/ Que o teu pai foi a Lisboa…” que eu tanto cantava quando era criança. Um livro para miúdos e graúdos, que nos ensina valores tão nobres como a amizade, a lealdade e a entre-ajuda.

Classificação: 5/5

“But Tom’s energy did not last. He began to think of the fun he had planned for this day, and his sorrows multiplied. Soon the free boys would come tripping along on all sort of delicious expeditions, and they would make a world of fun of him for having to work – the very thought of it burnt him like fire.”

4 pensamentos sobre “The Adventures of Tom Sawyer

  1. Nossa, força e coragem hein Isa!! Eu lembro que você tinha comentado que o livro era um desafio no seu idioma original, nossa! Eu não sei se me deixaria mais desanimada, por causa da ressaca literária que estou vivendo e as crises… Mas fico muito feliz e orgulhosa por você ter terminado um livro de cinco estrelas! Uau, valeu a pena, no final né??

    Beijos!

  2. O quanto eu adorava os desenhos animados do Tom Sawyer! Bons tempos esses… Lembro-me que quando me portava mal o meu castigo era não ver o Tom Sawyer. Ficava realmente triste e chorosa quando isso acontecia. E foi com estas aventuras do Tom Sawyer que construí com o meu irmão uma casa de madeira em cima de uma árvore. Não ficou lá muito jeitosa é certo, mas era o nosso esconderijo para escapar aos “índios” (pais).
    A obra não a li na versão original, que seria um grande desafio para mim, mas é deliciosa e também me trouxe boas memórias.

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