desenhos a éter

É através de palavras desenhadas, ou se desenhos formados por palavras escritas, que Pedro Janeiro se dirige a alguém que pretende ter junto de si. Em certos poemas julgamos ser uma entidade maternal (“Quando era criança cantaste tantas vezes para mim: (…)”), noutros julgamos ser uma entidade que o autor ama (“Sei-te de cor: de escorso, de lado,(…)”), mas na grande maioria, o autor parece falar de uma entidade que amou, perdeu e deseja ter de volta (“Traz-me dentro de ti,/Mesmo que doa às vezes tudo, (…)”). Mas o ponto de contacto de todos eles é o negativismo, a destruição exterior e a necessidade da presença da tal entidade a quem o autor sempre se refere.
Em boa parte dos poemas, Pedro Janeiro utiliza a sua área de formação e de trabalho (Arquitectura e Desenho) como mote ou fio condutor dos mesmos. Juntando isso aos elementos que apontei umas linhas acima (negativismo, destruição), cria-se um sentimento algo confuso de descrever, pelo menos para mim, no que toca à interpretação dos poemas. Se em alguns momentos, os vários poemas não parecem ter uma relação entre si, noutros momentos parece haver uma continuidade entre eles já que o autor começa um poema com a frase com que terminou o anterior. Foram poemas que não criaram em mim qualquer tipo de reacção, sentimento ou empatia.
Classificação: 2/5
“Um dia para sempre claro
(Eu sei:)
Hás-de ver para sempre
Um dia para sempre claro
Ou ouvir o riso das crianças que riem
Como ninguém sabe porquê.”

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