O Amor é uma Árvore de Folha Caduca

Vítor Marques juntou neste livro onze contos que retratam diferentes sentimentos. Em O amor é uma árvore de folha caduca expressa-se o amor por alguém e o enorme receio que existe quanto à sua perda. Chuva retrata o amor de um filho para com o pai no fim dos seus dias. Neve é um conto de doze linhas que mistura as memórias do passado com os receios do presente. A leitora é também ele uma mistura entre passado e presente, no sentido em que se recorda os tempos em que a comunicação entre pessoas era feita via carta e não por e-mail como nos dias de hoje. Domingo de pesca fala de um pai que decide ir para o céu ensinar o filho a pescar. Uma história de amor, como o nome indica, apresenta o relato de uma felicidade improvável. O homem da maratona faz um ponto de contacto entre a morte, a vida e o esquecimento. Linha aberta fala da procura de uma felicidade perdida. A tasca fala sobretudo de memórias. Carta aberta a uma amiga de longa data é, no fundo, uma despedida. E por fim, A árvore angustiada que deixa a mensagem que nem tudo é definitivo e que é possível recomeçar a vida e ser feliz.
Antes de começar a minha opinião, seria uma injustiça da minha parte não referir o excelente trabalho de grafismo feito neste livro pelo Departamento Gráfico da Chiado Editora. Desde que chegou que me apaixonei completamente por esta capa. Mas passando à opinião propriamente dita, devo confessar que esta foi uma das opiniões mais complicadas de escrever. Passo a explicar, apesar de este ser um livro até bem escrito e com uns contos com uma estrutura interessante, não houve uma empatia forte com o livro. Definitivamente não foi daquelas obras que me fizesse dizer “Uau!”. Para mim, um livro precisa de criar empatia com o leitor para que o mesmo possa disfrutar em plenitude dele. Com este isso não aconteceu, tornando este pequeno livro, definitivamente, mais um livro lido. E é exactamente essa minha não-reacção ao livro que tornou esta opinião tão complicada de escrever.
Classificação: 3/5
“Eu não conseguiria personificar melhor o amor através desta árvore, que se despe a cada Outono, para se re-vestir de vaidade a cada Primavera que chega. O meu amor também era assim. A cada despedida tua o meu coração ficava despido. A cada teu regresso ele se envaidecia e preenchia de tonalidade fortes de deslumbramento. Mesmo sabendo que esse ciclo repetido e incontornável continuará a debater-se sobre mim, omnipresente sombra do meu destino.”

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