O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá

Ao longo das quatro estações do ano, Jorge Amado conta-nos a história do amor impossível entre a pequena e sonhadora Andorinha Sinhá e o solitário e mal-encarado Gato Malhado. A relação entre os dois é vista como muito maus olhos pelos restantes habitantes do parque onde ambos moravam, dizendo que a relação dos dois era contra-natura e que desde que o mundo é mundo que andorinhas não casam com gatos.
Jorge Amado escreveu este livro para o seu filho, quando estava exilado em França. Anos mais tarde, enquanto remexia nos papéis do pai, encontrou o manuscrito do livro e entregou-o a Carybé, para que fizesse as ilustrações. Apesar de numa primeira análise se perceber que este livro conta uma história de amor, indo mais ao fundo da questão a mensagem desta obra é outra. Jorge Amado quis ensinar ao seu filho, de uma forma indirecta, que a Humanidade deve deixar de lado as diferenças no que diz respeito a cor da pele, condição social, orientação sexual, etc., e aceitar cada pessoa como um indivíduo único. Um livro lindíssimo, diria mesmo mimoso e fofinho, que deve ser lido por não só por crianças mas também por adultos.
Classificação: 5/5
“O Tempo é um ser difícil. Quando queremos que se prolongue, seja demorado e lento, ele foge às pressas, nem se sente o correr das horas. Quando queremos que ele voe mais depressa que o pensamento, porque sofremos, porque vivemos um tempo mau, ele escoa moroso, longo é o desfilar das horas.”

4 pensamentos sobre “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá

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