Onze Minutos

Paulo Coelho baseou-se numa história real para escrever a história de uma menina brasileira, Maria, que provou desde cedo o amargo da decepção amorosa e que fechou seu coração ao amor. Aliciada pela promessa de um futuro promissor, parte para a Suíça em busca de uma nova vida, como dançarina num clube nocturno. Mas a vida pregou-lhe uma nova partida e Maria torna-se prostituta, profissão que explora  enquanto se esforça por explicar o inexplicável daquela vida. Ao conhecer Ralf Hart, Maria vai encontrando aos poucos o sentido da vida e abrindo o seu coração para a felicidade.
Sempre achei que, apesar de Paulo Coelho ser daqueles autores de quem a maioria dos leitores dizem cobras e lagartos, algum dia na vida todos nós vamos ler uma frase escrita por ele e a única reacção possível será “Eu não teria dito melhor”. Apesar de este livro em particular estar carregadinho de algo que pode ser considerado “filosofia barata”, é uma filosofia que nos afaga o ego, nos aquece o coração e nos deixa a pensar nas suas palavras, mesmo que por breves segundos. Esta obra em particular pode não ser a oitava maravilha do mundo, mas serve bem no propósito de lavar e entreter a mente.
Classificação: 3/5
“Se tenho que ser fiel a alguém ou a alguma coisa, em primeiro lugar tenho que ser fiel a mim mesma. (…) A pouca experiência de vida que tenho ensinou-me que ninguém é dono de nada, tudo é uma ilusão – e isso vai dos bens materiais aos bens espirituais. Quem já perdeu alguma coisa que tinha como garantida (algo que já me aconteceu tantas vezes), acaba por aprender que nada lhe pertence.”

Um pensamento sobre “Onze Minutos

  1. Li muitos livros do Paulo Coelho quando ele começou a ser editado em Portugal, e gostava do que lia, eram diferentes. Depois comecei a ficar cansada da tal filosofia barata e toda a carga religiosa que envolve muitos dos livros dele. Devo ter crescido, deve ter sido isso…🙂 Mas na verdade guardo muito boas recordações dos que li, que ainda foram uns quantos, principalmente do “Brida”, “Valquírias” e “Na Margem do Rio Piedra eu Sentei e Chorei”. Por isso sou das que não fala mal dele, porque percebo o que as pessoas procuram nos livros dele.🙂

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