Os Funerais da Mamã Grande

García Marquéz juntou neste livro sete contos e uma novela que dá o título à obra. A Mamã Grande era uma imponente senhora que se dizia reinar sobre Macondo. Quando aos 92 anos se vê às portas da morte, chama os herdeiros e um notário e enumera os seus bens. Sabendo da proximidade da morte da Mamã Grande, acorrem à cidade um enorme séquito de gente, desde vendedores, contrabandistas, feiticeiros, mineiros e camponeses na esperança de fazer negócio. A importância da Mamã Grande era tanta que ao seu funeral assistem o Presidente da República e o Papa.
Cada conto traz ao leitor uma visão diferente do dia-a-dia da aldeia de Macondo. Desde a velha estação dos caminhos de ferro, passando pela igreja e pelo hotel, García Marquéz apresenta-nos alguns dos seus habitantes. Um livro que me agradou pela escrita do autor que transmite sensações através das descrições.
Classificação: 3/5
“Ninguém conhecia a origem, nem os limites, nem o valor real do património, mas toda a gente se tinha habituado a crer que a Mamã Grande era dona das águas correntes e paradas, chovidas e por chover, e dos caminhos municipais, das estações do telégrafo, dos anos bissextos e do calor, e que tinha além disso um direito herdado sobre vidas e fazendas. Quando se sentava a tomar o fresco da tarde na varanda de sua casa, com todo o peso das suas vísceras e da sua autoridade amassado na sua velha cadeira de baloiço de cipó, parecia na verdade infinitamente rica e poderosa, a matrona mais rica e poderosa do mundo.”

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