Como Água para Chocolate

Numa pequena aldeia mexicana mora a família De la Garza composta apenas por mulheres, a Mamã Elena, Rosaura, a filha mais velha, Gertrudis, a do meio, e Tita, a mais nova. Tita cresceu dentro do universo da cozinha na companhia da velha cozinheira da casa Nacha e da empregada Chencha. Um dia Pedro Muzquiz vai ao rancho de Mamã Elena no sentido de pedir a mão de Tita em casamento. Tal pedido é-lhe negado pois segundo a tradição, a filha mais nova de qualquer família não poderia casar pois cabia-lhe olhar pela mãe até ao dia em que esta morresse. É lhe, então, oferecido Rosaura em casamento, ao que Pedro aceita, para poder estar mais próximo de Tita. Ao longo dos meses, os pratos feitos por Tita serviam como um modo de comunicação entre ambos.
Este foi um livro algo bizarro de ler. O paralelismo que existe entre momentos da vida e a comida chega a roçar o nonsense, como é o caso da passagem das codornizes. Por outro lado, todo o ambiente da preparação da comida confere à história uma magia e um manancial de sensações que só os sabores mais exóticos conseguem dar. Confesso que fiquei um pouco desapontada com o final do livro, foi um desfecho demasiado incongruente com tudo aquilo por que passaram Pedro e Tita. Uma última palavra para a tradutora Cristina Rodríguez que através do glossário no final do livro, elucidou os leitores sobre diversos elementos culinários culturalmente específicos da cultura mexicana.
Classificação: 4/5
“A minha avó tinha uma teoria muito interessante, dizia que embora todos nasçamos com uma caixa de fósforos no nosso interior, não os podemos acender sozinhos, precisamos, como na experiência, de oxigénio e da ajuda de uma vela. Só que neste caso o oxigénio tem de vir, por exemplo, do hálito da pessoa amada; a vela pode ser qualquer tipo de alimento, música, carícia, palavra ou som que faça disparar o detonador e assim acender um dos fósforos.”

Um pensamento sobre “Como Água para Chocolate

  1. Eu já li este livro há uns bons anos e na altura gostei muito. Acho que foi um dos meus primeiros livros “de adultos”. Já não me lembro da cena das codernizes… Também achei muito engraçada a imagens da caixinha de fósforos. Devemos tentar acendê-los mas temos de ter cuidado para não os acendermos todos ao mesmo tempo… Tenho apenas uma vaga ideia do fim.
    Tenho muito carinho por este livro e, agora que mo lebraste, acho que um dia destes vou voltar a lê-lo.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s