As Aventuras de Robinson Crusoe

Depois de uma terrível tempestade que causou o naufrágio do barco em que seguia Robinson, este vê-se sozinho numa ilha deserta abandonado à sua sorte. Robinson começa então a escrever um diário onde conta todos os passos relevantes por que ia passando na ilha, desde a construção de abrigos para ele e para os mantimentos, passando pelos meios de subsistência que foi arranjando para se alimentar. Robinson passou 28 anos naquela ilha, sendo que apenas nos últimos anos do seu “cativeiro” é que gozou da companhia de Sexta-Feira, um selvagem que Robinson impediu de ser comido por membros da sua tribo.
Daniel Defoe baseou-se na história real de um marinheiro escocês que ficou preso numa ilha deserta, em condições semelhantes às romanceadas por Defoe, durante cinco anos. Apesar de possuir um lado particularmente voltado para o Divino, já que Robinson regularmente encomendava os seus sucessos a Deus e Lhe pedia auxílio nos momentos difíceis, esta obra acaba por mostrar até que ponto a natureza humana é capaz de se adaptar a condições tão extremas e agrestes, de maneira a conseguir obter uma qualidade de vida que lhe permitisse permanecer em segurança, fosse qual fosse o seu destino. Tal como diz o provérbio português, “a necessidade aguça o engenho”.
Classificação: 4/5

“Numa palavra, a Natureza e a experiência ensinam-nos, depois de maduras reflexões, que as melhores coisas deste mundo só são boas enquanto bastam para o nosso uso; mas passando daí, já não nos servem para nada.”

3 pensamentos sobre “As Aventuras de Robinson Crusoe

  1. Olá!
    Este é um livro que quero ler há muito tempo. Vi diversas adaptações cinematográficas mas nunca tive oportunidade de ler a obra. O excerto que tiraste é belíssimo e uma verdade pura.

    Bjinhos*

  2. Não diria melhor😉 A classificação, também a partilho!

    Mais do que a capacidade da natureza humana se adaptar às várias condições impostas, revi a evolução do homem. Robinson Crusoe toma-se pelo Homem no todo, mostrando como, basicamente, nos conseguimos tornar na espécie dominante. A prova, qualquer que seja? Nós passamos.

    Esse provérbio é de facto um bom resumo dos resumos =P

  3. Oiii!!!
    Adoro o seu Blog!
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