O Jogo do Anjo

O Jogo do Anjo funciona um pouco como uma analepse ao livro A Sombra do Vento. São vários os ecos do livro anterior que podem ser encontrados nesta obra: a livraria da família Sempere, o mágico Cemitério dos Livros Esquecidos e o seu fiel guardador Isaac Monfort. Mas há algo que muda de um livro para o outro. Se num Barcelona é uma cidade mágica e bela, neste Barcelona é descrita como um lugar sinistro, chegando a ser considerada por Martín “a cidade dos malditos”.
David Martín é precisamente a personagem principal desta narrativa. Começou a trabalhar muito cedo no jornal La Voz de la Industria após a morte do pai e depressa chegou a colunista do mesmo. Sob o pseudónimo Ignatius B. Samson escreve “A Cidade dos Malditos” e em nome próprio “Os Passos do Céu”. Depois de escritas essas obras, surge na trama a figura misteriosa de Andreas Correlli que lhe paga uma avultada soma de dinheiro para escrever um livro para ele. É a partir desse momento que começam a surgir uma série de acontecimentos bizarros e inexplicáveis que fazem com que a história entre por caminhos que não estavam previstos.
Achei bastante curioso o facto de ambos os livros começarem e terminarem com uma situação muito semelhante.
Classificação: 4/5
“- É da nossa natureza sobreviver. A fé é uma resposta instintiva a aspectos da existência que não podemos explicar de outro modo, seja o vazio moral que percebemos no universo, a certeza da morte, a própria origem das coisas, o sentido da nossa vida ou a ausência dele. São aspectos elementares e de extrema simplicidade, mas as nossas limitações impedem-nos de responder de modo inequívoco a essas perguntas e por isso geramos, como defesa, uma resposta emocional. É simples e pura biologia.”

4 pensamentos sobre “O Jogo do Anjo

  1. Li este livro depois de “a sombra do vento”, e achei que Zafón tinha ido um pouco longe de mais na sua dimensão “fantástica”.

    Mais tarde vim a ler “Marina” e só aí me apercebi integralmente do estilo de Zafón.

    O “fantástico” é parte integrante do estilo do escritor, e ficou talvez um pouco escondido n'”a sombra do vento”.

    Nessa conformidade, fiquei a apreciar melhor “o jogo do anjo”

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