Dracula

DraculaJonathan Harker é um jovem solicitador inglês cuja missão é deslocar-se à Roménia afim de se encontrar com o seu cliente, o Conde Drácula, para definir todos os detalhes de uma compra de propriedades que o mesmo pretendia fazer em Inglaterra. Ao longo dos seus dias de estadia, Harker foi percebendo que o seu anfitrião era tudo menos convencional. Durante o dia nunca estava presente, não o acompanhava às refeições, não permitia espelhos no castelo e ficava transtornado à vista de sangue. Quando finalmente consegue sair da Roménia, os acontecimentos estranhos parecem regressar com ele. Lucy Westerna, uma grande amiga da sua futura esposa Mina Murray, contraiu uma estranha doença que vem a ser diagnosticada pelo Dr. Van Helsing, um especialista em casos como este, como sendo vampirismo. Começa então a caça desesperada ao homem que se julga o causador de tantos transtornos e sobressaltos.

Quando se fala em vampiros, este é o clássico dos clássicos. Escrito em 1847, o tipo de linguagem que apresenta não constitui qualquer surpresa quanto à sua complexidade. É um tom muito formal, muito cerimonioso que nos puxa inevitavelmente para o tempo de Lords e Lady’s. O ponto que devo focar e até louvar é a tentativa de colocar em registo escrito as marcas de oralidade de personagens de classes menos letradas. É um livro que está bastante bem organizado, dando a ideia que foi a própria Mina Murray a organizar todos estes registos documentais. O facto de no início a leitura poder ser um pouco confusa com a constante troca de “voz” resultante da mudança de registo documental é atenuado com a organização cronológica dos mesmos. Mesmo saltando sempre de personagem em personagem, os acontecimentos do enredo sucedem-se de modo constante e coerente. Falando em Mina Murray, ela é, seja dúvida, a minha personagem preferida do livro. A sua personalidade vai mudando ao longo do livro: ora uma mulher forte e determinada, ora uma mulher emocional face ao perigo e de lágrimas à flor dos olhos. Posso dizer que demorei bastante tempo a terminar o livro mas foi uma leitura muito bem saboreada e horripilantemente boa.

Classificação: 5/5

Having answered the Count’s salutation, I turned to the glass again to see how I had been mistaken. This time there could be no error, for the man was close to me, and I could see him over my shoulder. But there was no reflection of him in the mirror! The whole room behind me was displayed;but there was no sign of a man in it, except myself.

Opinião re-escrita a 28-Dez-2013

6 pensamentos sobre “Dracula

  1. Oi Isa!!! Amei esse clima natalino aqui no blog apesar de eu não gostar de Natal (você sabe o blablablá todo, hehehe)!

    Eu li “Drácula”, acho que uns quatro anos atrás, e adorei! Claro que na época eu não tinha me atentado a tantos detalhes como você enfatizou na resenha mas eu gostei! Outro clássico vampiresco que eu particularmente adoro é Anne Rice (Entrevista com o vampiro)!

    Beijos!

    • Foi só uma graça festiva. Dar uma corzinha, mesmo que temporária 🙂
      Tenho 2 e-books da Anne Rice em lista de espera para serem lidos: Entrevista com o Vampiro e O Vampiro Lestat. Não faço ideia de quando vou chegar até eles para ler. São tantos e-books me esperando… Acho que neste momento tenho mais e-books que livros físicos na lista de “livros a ler”…

      Um beijo enorme, obrigada pela visita e boas leituras 🙂

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