Sei Lá

Madalena trabalha numa revista da chamada “imprensa cor-de-rosa”, é inseparável das amigas Mariana, Catarina, Luísa e Teresa e tem um trauma basco para resolver. No meio deste simples enredo surge um agente dos Serviços Secretos infiltrado, um ataque terrorista de origem basca e o reencontro com um velho amor, tudo regado com constantes criticas ao estado da sociedade urbana portuguesa. Um bom livro para desanuviar a cabeça num momento de cansaço.
Classificação: 3/5
Há muito que me cansei de ser portuguesa e de cá viver. Queria mais e melhor. Um lugar onde sentisse a vida a pulsar e acontecessem coisas interessantes e diferentes em vez deste marasmo nacional podre e acomodado, onde todos se instalam em esquemas de favores e cunhas, jogos de cama e lobbies mais ou menos ranhosos, mas nem por isso menos eficazes. A sociedade vive fechada dentro de si mesma como se todos tivessem um umbigo gigante e palas como os burros para olharem sempre e só numa direcção. Mais ou menos de dez em dez anos renovam-se certas caras, mas nada se altera, a mentalidade não muda nunca, e o mais engraçado é que toda a gente se acha muito moderna e evoluída.

Um pensamento sobre “Sei Lá

  1. Li esse livro na altura em que foi publicado pela primeira vez, assim como o “Não há coincidências”.Lembro-me de o ter lido de um sopro. Não sei se foi acaso da idade que tinha na altura, achar piada a esse tipo de livros, ou mesmo se gostaria tanto dele agora como gostei à tantos anos atrás.Como não consta da minha biblioteca pessoal julgo que nunca o passará a fazer.

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