O Grande Gatsby

F. Scott Fitzgerald

Estamos nos Estados Unidos da América, mais concretamente em Long Island, nos “Loucos Anos 20”. Nick Carraway, uma das personagens principais, serve de narrador a esta história. Aquando dos acontecimentos, Carraway era um corretor de fundos em inicio da sua carreira. Na casa do vizinho, as festas sucedem-se a um ritmo diário, sempre pautadas pelo luxo e pela sumptuosidade. O dono da casa é Jay Gatsby, uma personagem misteriosa sobre quem recaem uma série de boatos no que toca às suas origens e até à sua vida privada. Uns dizem que trafica álcool, outros que é culpado de homicídio, outros até que é um espião ao serviço da Alemanha. No entanto, Jay Gatsby, ou melhor dizendo James Gatz, não passa de um homem de origens humildes que consegue chegar onde chegou com ajuda da sólida educação proporcionada por um milionário e muito esforço próprio.

F. Scott Fitzgerald é apontado pelos conhecedores da Literatura como sendo um dos autores que melhor passou para a escrita o ambiente dos “roaring twenties”, ou os “Loucos Anos 20”, como preferirem. O enredo deste “Grande Gatsby” retrata perfeitamente essa realidade. As festas rodeadas de luxos, os excessos, os comportamentos irresponsáveis, alguma futilidade que transparece nos gastos e nas personalidades mas sobretudo, a ideia que a vida é uma grande festa sem final à vista. Fitzgerald gere bem as doses de mistério em volta da personagem de Jay Gatsby. Ao soltar pequenas informações aqui e ali, deixa o leitor curioso quanto à identidade e à origem do anfitrião da mansão mais concorrida de Long Island. No entanto, não é uma narrativa espectacular. Cativa o leitor mais curioso do ponto de vista histórico mas não prende ao nível do “Uau!”. Por norma, não sou de criticar o trabalho dos colegas tradutores mas se não referisse este ponto nesta minha nova opinião, não estaria a ser honesta. Fernanda César, a espaços, faz um trabalho terrível. Desde expressões fora do contexto a expressões que não se enquadram completamente no sentido, passando por alguns momentos de uma fluência pouco natural no discurso. Eu própria fiquei em vários momentos a olhar para o texto a perguntar-me “Mas que raio quer ela dizer com isto?”. Concluindo, do ponto de vista histórico é interessante mas o enredo faz perder alguns pontos.

Classificação: 3/5

“O Jimmy queria à viva força ir para a frente. Teve sempre determinações destas ou doutras parecidas. Já reparou como ele se preocupava sempre em desenvolver o espírito? Nisso sempre foi formidável.”

Opinião re-escrita a 30/Jan/2013

3 pensamentos sobre “O Grande Gatsby

  1. Olá, Isabel.
    Retratou muito bem F. Scott Fitzgerald e deu a conhecer, em síntese bem urdida, o Grande Gatsby. Ainda que Fitzgerald não seja um dos meus escritores de eleição – os temas que aborda deixam-me sem qualquer reacção “neurónica” -, posso acrescentar que já li “alguma coisa” dele e não foi o badalado Grande Gatsby, o livro que entusiasmou a América e deu oportunidade a um filme, aquele de que mais gostei. Terna é A Noite sim, prefiro-o a qualquer um outro.
    Um abraço do
    Armando Sousa

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