A Conjura

Angola, fim do séc. XIX, inicio do séc. XX. Ao longo de seis capítulos contam-se as histórias dos habitantes da velha cidade de São Paulo da Assunção de Luanda, colónia portuguesa para onde eram enviados condenados ao degredo. Ladrões, assassinos, bandidos de toda a espécie acumulavam-se no bairro pobre de Ingombotas. Conhecemos as várias personagens da cidade e as suas desventuras até ao fatídico dia 16 de Junho de 1911, dia da tentativa falhada de revolta para obter a independência do país face à metrópole.
Classificação: 3/5
Nunca se morre completamente. Daquele que parte fica sempre alguma coisa a lembrar a sua passagem pelos descaminhos da vida. Seja um fato velho no fundo de um armário; seja a amarelada fotogravura que alguém se esqueceu de deitar fora; seja o gesto que permanece além daquilo que o justifica: a mulher que de manhã continua a procurar na cama o corpo do marido que há tanto tempo já partiu; a mãe que na rua continua a dar a mão ao filhinho que há tantos anos já morreu. Seja ainda uns olhos que repetem o verde de outros olhos; o formato de um rosto que ressurge gerações após. Nada é imortal mas tudo permanece, diria Severino, sua sofismada maneira de desconsiderar a morte.

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