Terra Sonâmbula

O país, Moçambique; o tempo, década de 1990. Em ambiente de guerra ficamos a conhecer a história de um homem e de um menino. Tuahir é um velho errante que junto de um campo de refugiados resgata à morte certa o pequeno Muidinga. Com o avançar da guerra e do tempo, Muidinga vai recuperando alguma da memória que tinha perdido, lembrando-se das faculdades de leitura, de escrita e dos sons da escola. Vivem os seus dias num velho autocarro carbonizado tendo como alento uns cadernos encontrados dentro de uma mala. Esses mesmos cadernos contam as memórias e aventuras de Kindzu.
Classificação: 3/5
O tempo passeava com mansas lentidões quando chegou a guerra. Meu pai dizia que era confusão vinda de fora, trazida por aqueles que tinham perdido seus privilégios. No princípio, só escutávamos as vagas novidades, acontecidas no longe. Depois, os tiroteios foram chegando mais perto e o sangue foi enchendo nossos medos. A guerra é uma cobra que usa os nossos próprios dentes para nos morder. Seu veneno circula agora em todos os rios da nossa alma. De dia já não saíamos, de noite não sonhávamos. O sonho é o olho da vida. Nós estávamos cegos.

Um pensamento sobre “Terra Sonâmbula

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