Próxima paragem: This is Me in a Nuttshell

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Após um longo periodo de reflexão quanto aos destinos no NCDL, cheguei à conclusão que a vontade de escrever para o mundo ainda existe, simplesmente sinto-me um pouco “presa” a um registo tão específico que é a literatura.

Olhando para arquivos antigos, senti falta das publicações que mantive durante largos meses num outro blog chamado Amálgama (hoje também inativo). Um blog a 3 mãos onde se falava de um pouco de tudo, preferências musicais, livros, filmes.

Por isso, surge um novo espaço chamado This Is Me in a Nutshell e vai ser aquilo a que a língua inglesa chama de “kitchen sink”: uma misturada de muita coisa diferente. Registos musicais que me agradam, livros que vou lendo ( adultos ou infantis, na companhia do sobrinho), outras coisas relacionadas com livros tal como fazia aqui, as citações que estavam no Book Quotes e que vão aparecendo por lá, vídeos avulso ou canais específicos que vejo no Youtube, páginas que uso com frequência, séries de TV (a perdição, senhores…) que acompanho, as pequenas viagens que faço e as recordações fotográficas com que fico, aquelas receitas que vou experimentando graças à minha alimentação allergy-free (immune system, not cool!)…

Talvez mais do mesmo do que tem aparecido pela blogosfera mas sinto que é este registo que me vai fazer feliz.

Para já o NCDL vai ficar na blogosfera, o seu conteúdo é que vai sendo paulatinamente transferido para a casa nova.

A todos aqueles que seguiram os progressos dos NCDL, fico grata pelo tempo que dedicaram à leitura do espaço e espero ver alguns de vós transitarem para o novo espaço.

Melancia

 

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Claire era uma mulher de 29 anos que podia dizer que tinha uma vida perfeita. Um casamento feliz, um marido sempre presente e um bebé a caminho. No dia em que a pequena Kate nasce, James (o marido de Claire) chega ao hospital e larga a bomba que vai virar a vida dela de pernas para o ar. James está a ter um caso com Denise, a vizinha, e quer o divórcio. As semanas seguintes são um autêntico nevoeiro na cabeça de Claire. A dor da rejeição deixa-a atordoada, apática, incapaz de ser uma mãe funcional para a bebé Kate. De volta a Dublin, Claire aprende a descobrir forças onde não sabia que as podia ir buscar e também que criar uma criança sem a presença do pai não é o fim do mundo.

Comecei a ler este livro em Agosto porque não estava com muita cabeça para livros demasiado complexos. Queria algo mais leve, que desse para me rir um bocado. Então lembrei-me das recomendações da Jessica Asato, “fã de carteirinha” da Marian Keyes. Foi mesmo a tradução brasileira que li, numa versão em e-book. A escrita da autora é muito intuitiva, diria mesmo impulsiva. O discurso é apresentado praticamente todo ao sabor dos pensamentos de Claire. Isso acaba por ajudar bastante a que a imagem com que ficamos dela não seja de uma mártir a quem tudo acontece, mas antes uma vítima das circunstâncias. Ela apenas teve o azar de estar casada com um homem que não soube manter as calças no sítio. Ter lido a tradução brasileira teve os seus prós e contras. Se, por um lado, os momentos de pensamentos de Claire brindavam os leitores com expressões deliciosas, por outro lado, e claro que esta é a minha opinião, os momentos de diálogo ficavam com um tom um bocado cerimonioso. Mas isso, atenção, pode ser apenas problema meu e da percepção com que eu fiquei da escrita. Mas de uma maneira geral, ri-me bastante com a história e esse era mesmo a intenção que eu queria.

Classificação: 4/5

Meu Deus! Eu detestava aquela história de ser adulta. Detestava tomar decisões quando não sabia o que haveria escondido por trás da situação. Desejava um mundo onde as coisas boas e más tivessem rótulos claros. Onde música sinistra começasse a tocar no instante em que o vilão aparecesse na tela de modo a não se poder confundi-lo com o mocinho.”

TAG *Leituras Digitais*

Ok, começo a ver aqui uma tendência. Eu desapareço do blog meses a fio e depois quando volto, respondo a uma Tag.

Esta é sobre e-books e foi vista no blog Algodão Doce para o Cérebro.

1.Que suporte utlizas para ler os teus ebooks? Um ereader, um tablet ou o pc?

Uso um tablet/laptop.

2.Quantos ebooks já leste desde que te iniciaste na nova “moda digital”?

*Pausa para ir consultar o Sr. Goodreads* Até ao momento tenho 21 livros marcados como lidos mas estou a ler um e-book neste momento, por isso a conta vai para os 22 em breve.

3.Qual é a língua predominante dos teus ebooks?

Todos os e-books que tenho são ou em Português-PT ou Português-BR.

4.Compras-os ou aproveitas promoções e livros gratuitos?

*Assobia para o lado a fazer-se de inocente* Aproveito principalmente os chamados “livros gratuitos”.

5.Aproveitas para ler clássicos ou novos autores?

Uso este formato para ler um bocadinho de tudo. Clássicos, novos autores…

6.Tens ebooks de livros físicos para que os possas ler em qualquer local sem ter de levar o livro atrás?

Por norma, uso apenas formato para cada livro. Ou está em físico ou está em digital.

7.Quantos ebooks tens?

Acredito piamente que no meu arquivo de e-books devem estar lá pelo menos 100 ficheiros.

8. Qual é o teu maior fornecedor de ebooks?

O meu primeiro lugar de pesquisa é sempre o grupo de FB. Se não encontro lá, uso o Sr. Google.

9.Aderiste por completo à Leitura Digital ou ainda vives na Idade do Livro Físico?

Acho que por enquanto tenho ainda um pé num lado e um pé no outro. Porque eu acabo por só recorrer ao e-book quando não encontro um livro em formato físico.

Pelos Teus Lindos Olhos (Triângulo Jota Vol. 8)

imageAs aulas terminaram para as férias da Páscoa e o Triângulo Jota já tem planos para as aproveitar: acampar no Algarve. Mas antes de ir, Joel tem de resolver alguns assuntos do coração. Marta, uma colega de escola, exige saber em que ponto eles estão, se estão num relacionamento ou não. Quando se encontram num café, Joel tem uma experiência inexplicável com uma misteriosa rapariga com um olho de cada cor que a uma certa altura lhe dobra a colher do café. Hipnotizado por ela, segue-a até um museu de onde ela rouba uma pequena pedra de Marte. Por detrás dessa pedra, acontecimentos mirabolantes fazem com que a amizade do Triângulo Jota trema.

Quando era adolescente, andaram na berra muitas séries de livros para um público mais jovem. Uma Aventura, Clube das Chaves, Detective Maravilha, etc. De todas elas, a única que não me passou pelas mãos foi esta, o Triângulo Jota. Chegado a esta altura de Verão que puxa a tudo menos livros pesados, acabei por me render a estas novas edições gráficas da série. Falando em concreto deste livro, apesar de ele ter um enredo com muitos elementos sobrenaturais, é muito fácil de seguir e está coerente e bem conseguido. A linguagem é aquela que se espera num livro para um público mais jovem, simples e com um vocabulário à medida. A nível de personagens, a construção das mesmas é a que se espera num adolescente, ou seja, impulsivo, exagerado, dramático. Durante a leitura houve apenas uma questão que me foi “incomodando” mas nisso tenho culpa no cartório. Por ter visto alguns bocados de episódios das versão para TV da série, fiquei ainda com os sotaques muito carregados do Porto na cabeça. Ia lendo os diálogos e cada frase saía-me dessa forma. Mas isso são detalhes que não me vão afastar da leitura de mais volumes da série porque achei-lhe piada e quero continuar a conhecer.

Classificação: 3/5

Vocês podem não dar por isso mas os nossos olhos são o nosso bem maior. Como podíamos saborear a vida e tudo o que ela nos dá se não víssemos? Este olho que eu trinquei não é olho porque não vos pode ver. É triste, só serve para manter as aparências e fazer estas habilidades.

Booking Through Thursday – Recomendado

Como não tenho nem conhecimento de causa, nem opinião sobre a pergunta desta semana, vou resgatar a pergunta do dia 9 de Abril para responder.

btt2Lês livros recomendados por amigos ou preferes encontrar os teus próprios livros para ler?

Por norma, faço as minhas escolhas de livros baseadas em gostos pessoais. Mas se vir uma opinião bem fundamentada num dos biblioblogs, até sou capaz de dar uma hipótese a esse mesmo livro.

TAG *Compras de Livros*

Prometi que regressava com os posts quando a página de fãs chegasse aos 1000 “gosto”. Às vezes, comigo, prometido é um bocado de vidro, como dizia Mia Couto num dos seus livros, mas neste caso o prometido vai ser cumprido.

Para o regresso aos posts trago uma tag que já tenho guardada nos arquivos do feedly há mais de um ano e que está relacionada com compras literárias. Foi vista no blog Chaise Longue.

1. Onde compras os teus livros?

Normalmente na Bertrand e em Feiras do Livro. Ultimamente, se encontro algo que me agrada nas zonas de livros dos hipermercados, também compro por lá e tenho dado umas vistas de olhos pela FNAC mas para tentar encontrar livros de culinária muito específicos.

2. Fazes pré-ordem de livros? Se sim, fazes em lojas ou online?

Nunca fiz pré-reserva de livros.

3. Em média, quantos livros compras por mês?

Para esta pergunta, não tenho uma resposta unânime. Tão depressa compro 3 ou 4 num mês, como nos 2 ou 3 meses seguintes não compro um único livro.

4. Usas a tua biblioteca local?

Usava na época em que ainda estudava, agora nem por isso.

5. Qual a tua opinião acerca dos livros das bibliotecas?

São uma óptima maneira que uma pessoa que não tenha um orçamento disponível para comprar livros de se manter actualizada nas últimas obras que vão sendo lançadas no mercado, uma vez que as bibliotecas vão mantendo um catálogo com a actualidade possível aos seus orçamentos.

6. Como te sentes em relação a lojas de caridade/livros em segunda mão?

Não tenho qualquer problema com comprar livros que não sejam novos. Aliás, umas das bancas que procuro com mais frequência nas Feiras do Livro são precisamente os alfarrabistas.

7. Mantens os teus livros lidos e por ler juntos/na mesma estante?

Não. Tenho mais noção do que li e o que não li se estiverem separados. Por isso tenho os lidos na estante e os por ler dentro de uma caixa.

8. Planeias ler todos os livros que tens?

Ora, se os comprei é porque tenciono lê-los. Não tinha lógica comprar livros só porque sim.

9. O que fazes com os livros que sentes que nunca irás ler/sentes que não irás gostar?

Por norma, já faço as minhas compras de livros com base naquilo que gosto de ler para evitar surpresas.

10. Alguma vez doaste livros?

Sim. Mandei uma série de livros da colecção “Uma Aventura…” que eram do meu irmão aquando de um pedido de doação de livros para Timor Leste.

11. Alguma vez estiveste num período de abstinência de compras de livros?

Essas fases de abstinência de compras comigo acabam por ser naturais. Não tenho dinheiro, não compro. Nunca senti que me forçasse alguma vez a não comprar os livros.

12. Achas que compras demasiados livros?

Nem por isso. Ultimamente ando numa de compras compulsivas dos livros do “Triângulo Jota” (sim, tenho quase 30 anos e lembrei-me de começar a ler uma colecção mais voltada para os adolescentes), mas fora isso acho que não me estico em demasia nas compras.

Booking Through Thursday – Transporte

btt2Tens por hábito trazer um livro contigo? Seja dentro de casa ou para onde quer que vás? Sempre e em toda a parte como se estivesse colado aos dedos?

( Sim, livros digitais também contam desde que realmente os leias num Kindle ou num iPad, não que passes a vida a adiciona-los e nunca mais os leias)

Sim, eu sou daquelas que anda com o livro atrás sempre que existe a possibilidade de haver um tempo morto para ler. Uma viagem de transportes públicos, uma ida a uma repartição pública, uma consulta médica, as horas mais calminhas de fim de turno de trabalho…